Os trabalhadores da empresa Transgomes de transporte de carga Lda, com sede na freguesia de Figueiredo, concelho Braga, estão há 13 dias em vigília à porta da empresa para garantirem que a administração não retira os quatro camiões que ainda estão na empresa.
Antes das férias de verão o administrador informou os trabalhadores que a empresa havia sido vendida a uma pessoa de nacionalidade espanhola e que iriam de férias em agosto, ao contrário do que acontecia normalmente. Regressados de férias, os trabalhadores não conseguem falar com a administração da empresa que lhes está a dever já dois meses de salário e o subsídio de férias. Acresce que, alegadamente, 22 dos 26 camiões da empresa já saíram das instalações da mesma para parte incerta.
A Autoridade para as Condições do Trabalho visitou recentemente a empresa mas os trabalhadores não conhecem ainda as conclusões da inspeção efetuada.
O Bloco de Esquerda considera que se devem tomar providências para que a administração da empresa pague os créditos em falta aos trabalhadores e que se esclareça quem é, de facto, o proprietário responsável pela empresa.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Economia e do Emprego, as seguintes perguntas:
1. Tem o MEE conhecimento da situação destes trabalhadores?
2. Que esforços irá realizar o MEE para que a situação destes trabalhadores seja resolvida?
3. Quem é o atual proprietário da empresa Transgomes?
4. Quais são as conclusões do relatório da inspeção realizada pela ACT?
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| perg_sit_trab_da_empresa_transgomes.pdf | 246.48 KB |