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Governo quer despedir trabalhadores da Segurança Social

Foto: Enric Vives-Rubio

O Instituto de Segurança Social (ISS) está a notificar centenas de trabalhadores da Segurança Social para os colocar em inatividade, no chamado regime de requalificação, onde passam a receber apenas uma parte do salário, entre 40 e 60%, acabando por ser despedidos. Trata-se de um primeiro passo para lançar no desemprego 697 trabalhadores daquele Instituto e promover a transferência de funções para o setor privado, diminuindo a Segurança Social pública.

O Bloco de Esquerda condena veementemente este fundamentalismo privatizador da coligação governamental que visa transferir recursos públicos e funções da Segurança Social para o sistema privado, querendo com isso fomentar o assistencialismo caritativo em vez uma Segurança Social pública, universal e solidária, construída com o início do regime democrático.

O processo designado de requalificação levado a cabo por esta medida do Governo é uma falsidade e não é mais do que pretender enganar o país, dizendo que vão tirar as pessoas que estão a mais para as colocar noutros serviços. O que se passa na realidade do Centro Distrital de Braga, tal como acontece noutros pontos do país, são as conhecidas carências de pessoal técnico em diversos serviços, alguns dos quais de extrema sensibilidade porque tratam do apoio aos mais carenciados e frágeis da nossa sociedade.

Num momento em que as dificuldades sociais têm crescido com o desemprego e a diminuição dos rendimentos do trabalho, é quando o Ministério do Emprego e Segurança Social reduz as prestações sociais, inicia um processo de despedimento de centenas de trabalhadores, elimina postos de trabalho para entregar essas funções a privados e prossegue com a degradação da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos. Isto é o limite da decência política na gestão dos recursos públicos que se destinam ao apoio social.

O Bloco de Esquerda está totalmente solidário com as trabalhadoras e trabalhadores do ISS e marcará presença na próxima quarta-feira na manifestação em formato de cordão humano junto à sede do Centro Distrital da Segurança Social a partir das 16:30 horas. Esta manifestação tem a expressão da unidade de todas e de todos e expressa a vontade daqueles que sabem e que sentem que fazem falta a uma Segurança Social pública.