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Estátua do cónego: Bloco confronta lider do PS

“É inconcebível que a direção do PS se mantenha em silêncio e não tome uma posição de demarcação, relativamente a esta decisão”, afirmou Pedro Soares, relembrando as especiais responsabilidades de António José Seguro para com os bracarenses, pois foi eleito deputado pelo Círculo de Braga.

O dirigente bloquista lembrou as “tradições democráticas” dos socialistas para considerar que “é inadmissível que seja pela mão do PS que é feita esta afronta a todos os democratas bracarenses”.

“Como é que o PS pode conciliar a sua posição de partido fundador da democracia com esta decisão da Câmara de Braga?”, questionou Pedro Soares, para quem esta clarificação se torna uma exigência, não só para o Bloco mas para a grande maioria da população bracarense “à esquerda e à direita, católica ou não católica”.

António Lima, deputado municipal do Bloco, reafirmou a promessa feita por Mesquita Machado de não autorizar, enquanto fosse presidente da Câmara, a colocação a estátua. E, confrontado com o desmentido do autarca foi perentório: “Se desmentiu, está a mentir duas vezes”.

Para Paula Nogueira a decisão da autarquia está a corar de vergonha muitos militantes e simpatizantes do Partido Socialista que, à semelhança de muitos outros bracarenses, se questionam porque é que a Câmara e Braga nunca teve a iniciativa de homenagear outras figuras mais consensuais e simbólicas da cidade como o ex-dirigente socialista Salgado Zenha, que dá o nome à Biblioteca da Escola de Direito da Universidade do Minho.

Os bloquistas garantiram que não vão desistir de impedir “esta afronta” e serão solidários com todas as formas de protesto que impeçam a cidade de Braga de ficar associada à exortação de um homem que nunca conviveu bem com a democracia.