Share |

BE critica “desarticulação” do Serviço Nacional de Saúde

Reunião com a Federação Nacional dos Médicos
Imagem: Correio do Minho

O cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda (BE) pelo distrito de Braga acusou ontem o actual Governo de drenar recursos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para “um sector privado paralelo”, sendo que está é a principal marca do consulado do ministro Paulo Macedo.

A constatação de Pedro Soares foi apresentada após um encontro, em Braga, com dirigentes da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), o qual serviu para a candidatura bloquista concluir pela “degradação do SNS no distrito”.

Segundo Pedro Soares, a entrega dos hospitais de Fafe e Santo Tirso às misericórdias locais são sintomas da “desarticulação do SNS” a favor dos prestadores de cuidados de saúde privados.

A candidatura do BE criticou também “o congelamento” do processo de criação de unidades de saúde familiares (USF), “um modelo inovador e mais avançado” de prestação de cuidados primários.

Ao nível dos cuidados de saúde primários, o cabeça de lista do BE salientou a informação prestada pelos dirigentes da FNAM de que há cerca de 400 mil utentes da região Norte sem médico de família, o que contraria o objectivo do Governo para esta legislatura: a de que todos os portugueses teriam acesso a médico de família.

Os dirigentes da FNAM apresentaram aos candidatos do BE apreensão pela abertura de um concurso para a contratação de 74 médicos de família na região Norte numa altura em que estão disponíveis uma centena destes profissionais.

Pedro Soares comunga, por isso, da posição da FNAM de que “Portugal está a formar médicos para a emigração e para os privados”.

Para o cabeça-de-lista do BE, “a diminuição da capacidade do SNS representa também diminuição da coesão social”.

Após o encontro com os representantes dos médicos, Pedro Soares reafirmou a posição do BE de “devolução do Hospital de Braga à esfera pública”, apontando a actual parceria público-privada como outro exemplo de “drenagem dos recursos públicos para o privado”.

(Notícia no Correio do Minho)