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Bloco reúne com a administração do Hospital de Braga

O deputado e a deputada do Bloco de Esquerda eleitos pelo circulo de Braga, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, reuniram, na manhã desta segunda-feira, com a administração do Hospital de Braga, com o objetivo de analisar questões relacionadas com a passagem a gestão pública e a situação laboral dos trabalhadores.

Em declarações à imprensa, realizadas no final do encontro, o deputado José Maria Cardoso criticou a existência de situações de desigualdade laboral nas carreiras gerais, enfermagem e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica. Para o deputado, “não é aceitável que profissionais com a mesma categoria trabalhem mais horas e ganhem menos”.

A adesão ao Acordo Coletivo de Trabalho já motivou uma pergunta ao Governo. No documento entregue na Assembleia da República, os deputados afirmam que “estes profissionais que estão na linha da frente no combate à Covid-19 devem possuir os mesmos direitos que os seus colegas de outras EPE” e que “não se compreende como é que é possível que só a eles não seja aplicável o Acordo Coletivo de Trabalho”. Os deputados querem saber que medidas vai o Ministério da Saúde encetar para garantir a inclusão destes profissionais no Acordo Coletivo de Trabalho para os hospitais do SNS.

Esta situação é provocada, segundo o deputado, pela falta de concordância do Ministério das Finanças, uma vez que já está contemplada no orçamento da instituição e tem o aval do Ministério da Saúde. “Não é admissível que estas questões de saúde estejam dependentes de outro ministério”, critica o deputado.

O dirigente bloquista referiu também a necessidade de contratação de mais profissionais. “Neste período de crise pandémica, foram contratados temporariamente 140 profissionais, entre enfermeiros e assistentes operacionais, e é importante assegurar a contratação definitiva destas pessoas, de forma a preparar uma eventual segunda vaga, bem como para apoiar na retoma da atividade programada”, afirmou o deputado.

Alexandra Vieira salientou ainda que “a transição para a gestão pública deste hospital permitiu ajustar a resposta a esta crise de forma mais ágil e mais eficaz”.

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