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Bloco questiona Governo sobre aplicação das 35 horas na Braval

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, questionou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre a situação dos trabalhadores da BRAVAL- Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos S.A.

 

Segundo chegou ao conhecimento do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), em comunicado denunciou a "discriminação inaceitável" dos trabalhadores desta empresa e que se encontram a cumprir as 40 horas semanais. No referido documento é mencionado que a Braval tem como acionistas as câmaras municipais de Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde, Amares, Terras de Bouro e Braga, esta última através da empresa municipal Agere, que detém 79% do capital. Consoante declarações de Manuel Sousa, dirigente regional do STAL as “empresas municipais Agere e TUB, ambas de Braga, já cumprem 37 horas e meia e vão atingir as 35 até ao final do atual mandato”. Por essa razão, a referida organização sindical não compreende a razão pela qual, a Braval, sendo uma empresa de capitais exclusivamente públicos, mantém as 40 horas.

 

O STAL tem denunciado a existência de trabalhadores a receber 380 euros mensais, estando há duas décadas com contrato parcial, mas que na prática prestam o mesmo tempo de serviço que os seus colegas. O Bloco de Esquerda exige que estes trabalhadores tenham contratos sem termo, com horário de trabalho de 35 horas e a sua remuneração seja pelo menos o ordenado mínimo nacional.  

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