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BE condena mensagem eletrónica do Diretor do Departamento Municipal de Urbanismo da CMB

Foto de Câmara Municipal de Braga

A Coordenadora Concelhia de Braga do Bloco de Esquerda condena a mensagem eletrónica da autoria do Diretor do Departamento Municipal de Urbanismo, Ordenamento e Planeamento, Zamith Rosas, que revela um carácter delator - que nos remetem para os 'bufos' de muito má memória - pouco consentâneo com as suas responsabilidades.

 

O BE considera que os comportamentos menos adequados de alguns funcionários devem ser tratados pelas chefias diretas de forma assertiva, ou seja, exatamente o contrário do que fez o referido diretor, que com o envio da mensagem eletrónica quis deliberadamente tomar a parte pelo todo, lançando o anátema sobre todos os funcionários, revelando uma enorme incapacidade e competência para gerir pessoas, os elementos mais preciosos de uma organização.

 

Na opinião do BE, o diretor dos serviços devia estar mais preocupado com a eficácia do seu departamento em lidar com problemáticas como a falta de licença de construção da futura academia do S. C. Braga ou do licenciamento do projeto da quinta das portas, aos quais fechou ou contribui para fechar os olhos, e que são muito mais relevantes e lesivos do interesse público, que a presença prolongada no bar de um punhado de funcionários.

 

O BE gostava de saber se Zamith Rosas também enviou alguma mensagem eletrónica a sinalizar o seu desagrado pela presença da Senhora Vereadora da Educação numa manifestação de protesto promovida pelos colégios privados, dirigida ao Primeiro-Ministro, em horário de expediente - mesmo que reconhecendo o direito à isenção de horário da responsável.

 

O BE considera que perante este deplorável comportamento, se exige uma tomada de posição pública do Presidente da Câmara Municipal de Braga de modo a desagravar a posição do diretor e a repor o bom nome dos funcionários.

 

O BE considera mesmo que, à luz do excesso de zelo, revelado por Zamith Rosas, não seria de por de lado, que o executivo equacionasse a apresentação de um processo de averiguação, por forma a avaliar se o diretor exorbitou as suas funções e as suas competências.