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BE apoia a Greve Feminista Internacional de 8 de Março

A Comissão Coordenadora Concelhia do BE Braga expressa publicamente total solidariedade com a Greve Feminista Internacional do próximo dia 8 de Março, convocada pela Rede Feminista 8 de Março.

Esta greve resulta de um amplo consenso entre várias associações, sindicatos e partidos políticos, que consideram a questão da igualdade de género premente e de Direitos Humanos e a violência na intimidade e o femicídio preocupantes e graves.

A Greve Internacional Feminista acontece pela primeira vez em Portugal e Braga é das primeiras cidades a integrar a Rede 8 de Março. Neste momento, em Portugal, são mais de 12 as cidades que aderiram à greve. Ativistas, feministas e cidadãs e cidadãos anónimos têm vindo a reunir esforços de modo a que no dia 8 de Março sejam visíveis as preocupações e reivindicações, por um lado, e a esperança numa sociedade mais justa e igual, por outro.

A ação tem 6 eixos estruturantes: greve laboral, greve estudantil, greve aos trabalhos domésticos e greve ao consumo (cf. Manifesto em baixo).

Esta é também uma greve por justiça, por mudanças na justiça e na proteção das vítimas de violência de género, sobretudo depois de terem sido tornadas públicas as decisões de alguns juízes, que perpetuam o preconceito e o machismo e desculpabilizam os agressores, agravando o risco real em que se encontram as vítimas.

Assim, reivindica-se nesta greve a formação obrigatória para todos os/as funcionários/as judiciais e para as forças de segurança, o afastamento dos agressores imediatamente após a apresentação da queixa, o cumprimento do dever de proteção por parte das forças de segurança, a tipificação do femicidio como crime de género e não simplesmente como homicídio e a designação de um conceito que traduza a noção de violência machista, seja pelos perpetradores, seja por quem aplica a justiça.

Nesse sentido, o BE Braga deixa o apelo a todas as mulheres do concelho e do distrito de Braga para a participação na concentração que terá lugar no dia 8 de março, pelas 17h30m, nas Arcadas (Praça da República). O espaço público precisa de ser ocupado pelas mulheres e por todas e todos os que se identificam com a igualdade de género e condenam todas as formas de agressão sobre as mulheres, sejam elas físicas, sejam elas sentenças eivadas de preconceito machista.

Neste dia Internacional, mulheres levantam-se em defesa dos seus direitos, mobilizam-se contra a violência, a desigualdade, os preconceitos, o conservadorismo. O intento é unir as mulheres de todas as partes do mundo, em diferentes países e em muitas cidades, construindo redes de solidariedade, de apoio e de aprendizagem transnacionais, tendo como bandeira a premência de agir, intervir, pensar, criar, desconstruir, juntar, transformar. Uma sociedade livre e democrática não pode consentir quaisquer práticas de discriminação, de subjugação, de reprodução de desigualdades, de conservadorismo institucional e educacional.

O Manifesto da Rede 8 de Março, disponível para quem quiser subscrever, termina com um slogan de revolta, de certificação e de força que aqui reproduzimos:

VIVAS, LIVRES E UNIDAS! SE AS MULHERES PARAM, O MUNDO PÁRA!
 

 

Saber Mais:

Manifesto | Vivas, Livres e Unidas!