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No passado Domingo, o Bloco de Esquerda promoveu uma descida de barco pelo Rio Cávado, inserida nas “Jornadas das Alterações do Clima”, iniciativa que o BE está a dinamizar por todo o país. Sob a temática da “Gestão da Água e Poluição", o BE alertou para os vários focos de poluição do rio Cávado e não poupou críticas à CMB por tratar o rio como “um embargo ao desenvolvimento de Barcelos, virando-lhe as costas”. José Maria Cardoso salientou a importância da criação de infra-estruturas que tornem o rio atractivo, propondo para tal, a construção de uma ciclovia que una os Concelhos de Barcelos e Esposende. O deputado bloquista criticou a concessão das Águas de Barcelos, considerando-a um “negócio ruinoso”.
Notícia Original publicada no Portal NeoCassis
A descida pelo rio, iniciada na “Ilha do Tostão em S. Veríssimo,” contou com a presença de Alda Macedo, deputada do BE na Assembleia da República, e Vítor Arezes, deputado do BE na Assembleia de S. Veríssimo. Vítor Arezes apontou a necessidade de revitalização da “Ilha do Tostão”, através da construção de uma marginal com cerca de 1100 metros de extensão.
Um dos principais focos de poluição referenciados está situado mesmo ao lado da “Ilha do Tostão” e é uma descarga de resíduos provenientes da fábrica de betão da ABB que acumula lama, junto à margem, numa profundidade de cerca de dois metros.
Outro foco é o de Ribeiro de Pontes, "onde as descargas da tinturaria Luís Simões convergem diariamente para o leito do rio", segundo disseram.
Por fim, já em Stª Eugénia uma rede de águas pluviais é aproveitada para descargas residuais de vacarias.
No final da descida do rio José Maria Cardoso afirmou que “o rio foi deixado ao abandono pela CMB”.
Para o representante do BE concelhio, é urgente a despoluição do rio, de modo a devolvê-lo à sua população. Aponta a necessidade de fiscalização e combate aos focos poluentes no rio Cávado como prioritária, assim como a construção de infra-estruturas capazes de atrair a população para o rio, “ultrapassando os demorados processos burocráticos em que as responsabilidades são atribuídas ora a CCRN ora a CMB, sem que nada seja feito”.
Relembrou ainda a promessa da autarquia de construir um parque fluvial que até agora não foi concretizada.
Alda Macedo referiu que "o que vi não é novidade, sendo uma fonte de preocupação para a qual a equipa do BE local tem alertado”. A deputada bloquista alerta para o “negócio em que as empresas de captação, distribuição e tratamento de águas se tornaram”. José Maria Cardoso sublinhou que “apesar da CMB defender que a concessão possibilitou a construção dos ramais de abastecimento de água, este contrato foi de tal forma ruinoso, dado que a Câmara é agora cliente das Águas de Barcelos, pagando o seu uso para fins públicos”.
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