Diário do Minho - O deputado do Bloco de Esquerda (BE) Pedro Soares exigiu ontem a demissão da directora do Centro Distrital do Instituto de Segurança Social. O motivo prende-se com as declarações proferidas recentemente por Maria do Carmo Antunes, em Barcelos, que considerou que a taxa de pobreza no distrito de Braga «não é preocupante».
A posição do parlamentar foi assumida, em conferência de imprensa, quando apresentava a proposta do BE de intervenção para os Vales do Ave e do Cávado que é discutida hoje na Assembleia da República. Pedro Soares considerou que a directora do Centro Distrital, depois daquela «grave e insensata afirmação», deixou de ter condições para continuar no cargo.
«Afinal o que é que preocupa esta senhora? Sinceramente, não sei o que é que está a fazer na Segurança Social!», atirou o único deputado bloquista eleito pelo círculo eleitoral de Braga.
No entender de Pedro Soares, a responsável pela Segurança Social no distrito «devia estar extremamente preocupada e, sobretudo, preocupada em tomar medidas no sentido de fazer baixar a taxa de pobreza no distrito», dado que «todos os dias a pobreza aumenta em consequência dos
problemas de desemprego e dos baixos salários».
DM - O núcleo de Barcelos do Bloco de Esquerda disse ontem que os primeiros «cem dias de esperança» da Câmara presidida pelo socialista Miguel Costa Gomes afinal deram lugar a «cem dias de espera e frustração».
Em conferência de imprensa, os deputados municipais do BE, José Maria Cardoso, Rui Loureiro e Rosa Viana, garantem que as cem promessas feitas pelo presidente da autarquia «deram lugar a um vazio sem resultados práticos».
No que diz respeito ao preço da água, por exemplo, o BE garante que, não só ele não foi reduzido, como os apoios concedidos nas ligações aos colectores foram cortados.
Sobre os subsídios atribuídos, os deputados sustentam que as associações continuam a aguardar as verbas porque nada foi adiantado pela Câmara. «Até podemos concordar com a revisão contratual com muitas dessas organizações, até porque algumas delas prefiguram “negociatas” de ocasião, no entanto não podemos cortar o mal pela raiz eliminando toda a subsidiação. Pode-se estar a criar as maiores injustiças a quem muito quer fazer pela divulgação cultural no concelho e está-se, com certeza, a retirar o direito aos barcelenses de assistirem e usufruírem da actividade cultural», dizem.
O Dia Internacional da Mulher comemora-se para evocar a luta das mulheres por melhores condições de trabalho, por salários dignos e por igualdade de direitos, nomeadamente do direito ao voto.
É em nome destes valores que a Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Famalicão repudia veementemente a abordagem medíocre, sexista e até provocatória que a Câmara Municipal de Famalicão escolheu para celebrar o Dia Internacional da Mulher, ao oferecer, para além de flores e música, um serviço de cabeleireiro e maquilhagem!
Para o Bloco de Esquerda a Câmara de Famalicão, ao optar pelo reforço dos estereótipos que conduzem à futilização e à coisificação da imagem da mulher, presta um péssimo serviço à causa das mulheres e à luta pelos seus direitos, num momento em que a pobreza, o desemprego, a violência doméstica e a discriminação salarial assumem contornos preocupantes e representam mesmo um retrocesso na luta pela igualdade.
Enquanto a Câmara de Famalicão prefere maquilhar estes problemas, a Câmara de Esposende, por sinal da mesma cor política, comemorou a data sem pinturas e resolveu promover uma acção de sensibilização para a luta contra a violência doméstica.
Diário do Minho - O Bloco de Esquerda propõe um aumento de 16,9 milhões de investimento para o distrito de Braga através do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central – PIDDAC.
Ou seja, perante a proposta do Governo de 31,5 milhões para a região, o Bloco espera que o distrito seja contemplado com um bolo total de 48,4 milhões de euros. «Mesmo assim, esta verba é a mais baixa dos últimos 10 anos e representa metade do PIDDAC do ano passado», esclarece o deputado Pedro Soares.
Perante aquilo que considera ser «um corte brutal» relativamente ao PIDDAC do ano passado, o deputado do Bloco eleito por Braga já apresentou na Assembleia da República um total de 23 propostas e investimento para a região. As propostas estão a ser analisadas nas respectivas comissões e Pedro Soares espera que estas sejam aprovadas e, consequentemente, contempladas no Orçamento e Estado de 2010, cuja votação final está agendada BE propõe mais 16,9 milhões para o PIDDAC de Braga para os dias 11 e 12 (quinta e sexta-feira).
O Grupo
Municipal do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Vila Nova de
Famalicão votou contra o Plano e Orçamento da Câmara Municipal para o
ano de 2010.
O facto de representar uma continuidade nas políticas
despesistas; de manifestar um permanente adiar de obras tão
importantes para o desenvolvimento do concelho, como o saneamento básico e o abastecimento de água; a ausência de medidas
efectivas de ajuda às populações mais afectadas pela crise; o facto de
o Plano plurianual não representar a continuidade de obras que contaram
em 2009, mas que não foram concluídas e algumas nem sequer iniciadas,
foram alguns dos argumentos apresentados para votar contra.
“Se não se tomarem medidas, está
em causa a sobrevivência da maior bacia leiteira do país”. A afirmação é de
José Oliveira, dirigente da Leicarcoop (Cooperativa de Produtores de Leite,
sedeada na Póvoa de Varzim) bem pode ser a síntese do estado de ânimo do
sector, testemunhado ontem pelos deputados da Comissão Parlamentar de
Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas que dedicaram o dia a ouvir os
produtores e dirigentes leiteiros da Região do Cávado e Ave.
Depois de uma manhã em que
visitaram explorações leiteiras nos Concelhos da Póvoa do Varzim e Barcelos, os
deputados estiveram no Auditório Municipal de Barcelos, perante uma plateia com
cerca de uma centenas de produtores e dirigentes associativos que reclamaram o
fim do actual modelo de licenciamento das suas explorações, linhas de crédito
espaciais que ajudem ao saneamento financeiro dos produtores, regras mais
rígidas com vista à regulação do mercado e a redução dos custos dos factores de
produção, nomeadamente ao nível da energia.
BE acusa Agere de negociar taxas distintas com juntas
A polémica do pagamento de quantias exorbitantes pela
ligação à rede de saneamento voltou à última Assembleia Municipal com o
Bloco de Esquerda a acusar a Agere de estar a negociar, com pelo menos
uma junta do PS, o pagamento de taxas de saneamento mais favoráveis,
negociação essa que não foi feita com outras juntas. E endereçou uma
requerimento à Câmara para saber quais os critérios ou o estudo que
presidiu esta decisão.
PS chumba proposta do Bloco de realizar Feira do Livro na rua
A Feiro do Livro de Braga está cada vez mais longe do
brilho de outros tempos. Por isso o deputado do Bloco de Esquerda,
Henrique Barreto Nunes, propôs, na última Assembleia Municipal que a
edição do próximo ano se realizasse na Avenida Central. A proposta
mereceu o apoio de todas as bancadas, mas o PS acabaria por cumbá-la.
Venda de terreno com construção ilegal motivou "coro de protestos" da oposição.
A deputada do Bloco de Esquerda na Assembeia Municipal de Braga - Paula Nogueira protagonizou um dos momentos mais acessos do debate, ao acusar o
Executivo de Mesquita Machado de apresentar uma "proposta manhosa",
pois a desafectação de uma parcela de terreno, do domínio público,
escondia, na verdade, a existência de uma construção ilegal.
No colóquio "o que fará um governo de esquerda socialista", no painel sobre política económica e de finanças Francisco Louçã apresentou propostas (ver apresentação em pdf ) e João Ferreira do Amaral comentou.