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Bem-vindo(a) ao Site Distrital de Braga do Bloco de Esquerda
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03-Ago-2008 |
Não é só o sector têxtil, particularmente as malhas e confecções, que está em colapso em Braga. Também o sector metalúrgico e metalomecânico se vai associando à morte anunciada da economia produtiva do distrito. O alerta soou do sindicato e do dirigente Celestino Gonçalves, depois do anúncio do encerramento da Sarotos, que declarou a insolvência na passada segunda-feira.
A Sarotos é uma centenária empresa bracarense e uma referência da indústria metalomecânica da cidade. Depois de vários anos em dificuldades, contava, ultimamente, com 60 trabalhadores, com uma média de idades de 49 anos.
A Comissão de Trabalhadores responsabiliza as Finanças pela machadada final, depois de, a 19 de Junho, terem penhorado as contas bancárias da empresa. Manuel Bandeira, da comissão de trabalhadores, segundo relata o Diário do Minho, considera que esta situação é «um reflexo da insensibilidade social do Governo.» A culpa do fecho desta fábrica, acusa a comissão de trabalhadores, é «do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos» e, em última instância, «do primeiro-ministro José Sócrates», cuja única obsessão é «arrecadar receita fiscal» para controlar o défice, «marimbando-se para a situação dos trabalhadores.»
Manuel Bandeira avisou ainda: «Vamos estar atentos, porque enquanto trabalhadores temos direitos sobre os créditos da empresa e porque sabemos que aqueles terrenos têm forte potencial imobiliário. Só esperamos que aquilo não seja vendido ao desbarato.» (DM, 1/8)
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01-Ago-2008 |
Transcrevemos do Jornal de Notícias de hoje, com a devida vénia:
“Com 88 anos, Joana Sampaio foi informada pela Segurança Social que vai beneficiar de um complemento à reforma no valor de "um euro" mensal.
"Quando me leram a carta a dizer que ia receber um euro por mês, apeteceu-me atirar o papel contra a parede", disse à Lusa Joana Dias Sampaio, a reformada residente na freguesia de Delães, Famalicão, a quem foi atribuído o Complemento Solidário para Idosos (CSI).
Com 88 anos, viúva e uma vida dedicada à agricultura, Joana Sampaio recebe 299 euros de reforma.
"A Segurança Social enviou uma carta a informar-me que tinha direito ao complemento e os papéis para preencher", recordou a reformada. Foi um genro que lhe "preencheu" os impressos e os seis filhos acederam a dar a fornecer cópias das declarações de IRS e os documentos necessários para juntar ao processo. "Tanto trabalho para receber um euro", disse Joana Sampaio a rir.
Joana e os filhos ficaram confusos com a resposta da Segurança Social. "Informa-se V. Ex.ª de que o requerimento do Complemento Solidário para Idosos tem início em 2008/03, no montante de 1 euro", pode ler-se na carta. "Ninguém queria acreditar que fosse tão pouco dinheiro porque, no início, até achávamos que era um cêntimo e não um euro", recordou.
O processo de candidatura ao complemento começou no dia 14 de Fevereiro de 2008 com o requerimento entregue na Segurança Social, em Braga. No final do mês de Julho, Joana Sampaio ainda não tinha recebido qualquer cheque. Na carta enviada à octogenária com a notificação da decisão tomada pela Segurança Social, é referido que a importância só será paga "quando a soma de vários meses atingir o valor de 5 euros".
"Quando a carta vier, acho que a vou devolver porque eu não ando a pedir esmola", referiu.”
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30-Jul-2008 |
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Ficamos a saber, na passada semana, que a Aquapor foi
vendida, no curso da privatização da Águas de Portugal, ao consórcio
Bragaparques, ABB e DST por cerca de 63 milhões de euros.
A Aquapor, constituída em 1997, participa no capital social
de onze empresas gestoras de sistemas municipais de abastecimento de água, em
parceria com empresas do sector privado, e de uma empresa de prestação de
serviços ambientais, a Luságua.
No âmbito das concessões municipais, a Aquapor presta serviços
a cerca de 345 mil clientes directos em 24 municípios, entre os quais Aveiro,
Figueira da Foz, Cascais e Setúbal, com a captação, tratamento e distribuição
de água para consumo público e outros fins, e de recolha e tratamento de efluentes
urbanos, industriais e outros. Inclui a TRATAVE, a empresa concessionária, por
25 anos, do Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave (SIDVA), mediante
contrato de concessão assinado em Setembro de 1998 com a Associação de
Municípios do Vale do Ave.
Lembre-se que este consórcio, Bragaparques, ABB, DST, é o
mesmo que construiu, em 2004, e encaixou boa parte dos mais de 100 milhões de
euros do custo do estádio municipal, e que adquiriu, em 2005, contra a
concorrente AGS, do grupo Somague, 49 por cento da Agere e Braval, por 26
milhões de euros. Agora, a AGS é a principal associada dos empreiteiros
bracarenses na Aquapor.
Vá sabendo, quando a factura da água e saneamento pesar, ela
pinga para os bolsos dos Alexandre, Barbosa e Borges, dos Teixeira e filhos, e,
claro, dos Rodrigues e Névoa.
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29-Jul-2008 |
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A Associação de Moradores das Lameiras, de Famalicão, recebe
hoje Certificados Internacionais pelos serviços desenvolvidos desde a sua
fundação, em 1984, noticia a rádio Antena Minho.
A Associação de Moradores das Lameiras nasceu no Complexo
Habitacional das Lameiras, na freguesia de Antas, Vila Nova de Famalicão, um
quarteirão de que fazem parte 290 habitações sociais e 30 lojas comerciais. Naquele
complexo habitacional, residem cerca de 1500 pessoas distribuídas por mais de
320 famílias.
Ao longo dos anos, a AML foi criando diversas
infra-estruturas sociais para a promoção da cultura, desporto e solidariedade
social. Já em 1985, inaugurou um Centro Social e Comunitário com as valências
de Creche, Jardim, ATL e Centro de Estudos e Animação Juvenil. Actualmente,
acolhe mais de 280 crianças e jovens. O Centro de Dia, Lar e Apoio Domiciliário
para a terceira idade presta apoio a cerca de 100 utentes. Possui uma biblioteca,
actividades de ocupação dos tempos livres dos jovens e um grupo desportivo com
diversas modalidades. Com o objectivo de apoiar mulheres e crianças vítimas de
violência doméstica, possui um apartamento onde funciona a "Casa
Abrigo" para acolhimento temporário de mulheres e crianças em
"situação de emergência". Construir mais quinze apartamentos para
idosos é o principal projecto em curso desta Associação de Moradores. Nos seus
24 anos de existência, esta Associação criou 71 novos postos de trabalho,
contribuindo deste modo para combater o desemprego nesta região e reforçar a
economia social, tornando-se num centro de desenvolvimento local.
Recordamos que Francisco Louçã visitou a Associação no
passado dia 12 de Julho e deixou escrito no seu livro de honra: “Cuidar dos
outros é cuidar do futuro”, depois de ter visitado o complexo habitacional e
social das Lameiras, acompanhado pelos dirigentes da AML.
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25-Jul-2008 |
 Uma centena de trabalhadores têxteis ficarão sem emprego com o
encerramento da Fábrica do Ferro, em Fafe, empresa secular adquirida
nos anos 80 pela família de Valentim Loureiro.
Com essa aquisição a antiga Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe
"Fábrica do Ferro" foi dividida em duas empresas, a ATF e a Companhia
de Fiação e Tecidos do Ferro (CFTF), devendo a primeira mais de 50
milhões de euros à Segurança Social, enquanto a CFTF tem "em atraso os
pagamentos de todos os subsídios dos anos de 2006, 2007, o mês de Junho
deste ano e o subsídio de férias", segundo o Jornal de Notícias.
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23-Jul-2008 |
 Mais 210 trabalhadores têxteis foram para o desemprego, após o
encerramento da Oliveira Ferreira, de Riba d'Ave. A empresa que chegou
a liderar no mercado nacional o fabrico e exportação de artigos em
flanela, tinha em atraso os salários dos meses de Maio e Junho, estando
os trabalhadores em greve desde o passado dia 18 de Junho.
A este propósito, por proposta do Bloco de Esquerda, a Assembleia
Municipal de Famalicão aprovou uma moção de apoio aos trabalhadores
como forma de exigir o pagamento dos salários. A moção, votada
favoravelmente pelo PS e CDU, com a abstenção da direita,
responsabilizava a Câmara Municipal para que "diligencie junto do
Governo, nomeadamente através do Ministro do Trabalho e da
Solidariedade Social e do Ministro da Economia e Inovação, no sentido
de tentar viabilizar a empresa, impedindo assim o seu encerramento e o
consequente despedimento dos trabalhadores".
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19-Jul-2008 |
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Custódio Braga
Confesso que nestes dois últimos meses tenho sofrido uns sobressaltos. Desde que, em Maio, li o título “É oficial: Jesus vem para Braga”, não é sem susto que folheio os jornais, principalmente o impagável “Correio do Minho” e as suas fartas páginas de futebolada. Titulava o CM em 16 de Junho: “Jesus em Braga para preparar a época”. Apanhado assim, desprevenido, não há acrata e ateu, por mais impenitente, que não passe por uma comoção. Será verdade? É que, mau grado nosso, não deixamos de reagir, num escaninho qualquer da inteligência e da memória, à invocação do nome do protagonista dos suaves milagres em vão.
Depois, à bebedeira crística: “Jesus e seus discípulos no primeiro treino da época 2008/2009” e “Jesus desceu à pedreira”, juntaram os guerreiros e os legionários, os legionários do Salvador e dos Santos. Os legionários dos Santos da Cunha? Numa amálgama ucrónica, os nossos baronetes da futebolândia persistem na incapacidade de dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Jesus mancomunado com o centurião Longuinhos (Longinus)?
Faleceu-lhes o cónego da assembleia geral e o seu doutoramento em
cânones, ou, se ainda foi tido e achado neste filme, o seu conhecimento
dos cânones era do nível das suas outras virtudes cristãs? É verdade
que nos vamos habituando à prosápia com que, uma vez por ano, o César
Mesquita laureia a toga imperial pelo meio das tendinhas dos vendedores
de pistácios da “Braga Romana”…
Qualquer aprendiz de marketing, pois que de marketing ali se trata,
sabe que a criação de uma marca, pois que é isso que se pretende, se
ancora na associação a uma imagem mental. Os guerreiros e os
legionários não chegam a ser um borrão demente. Na colonização do nosso
imaginário, os grupos dominantes, quando já não têm a aptidão para nos
impingir sonhos, impingem-nos os pesadumes da indigestão.
O que não seria desta cidade se não houvesse mais Braga para além da dos empreiteiros, dos autarcas e do futebol?!
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14-Jul-2008 |
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No primeiro dos comícios de Verão do Bloco de Esquerda, na vila de Pevidém (Guimarães), Francisco Louçã defendeu a introdução do imposto sobre as grandes fortunas e exigiu "respeito" por quem trabalha. O coordenador bloquista referiu-se também ao "escândalo dos lucros especulativos" das empresas petrolíferas.
Ler mais em Esquerda.net
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09-Jul-2008 |
Este ano os comícios de verão do BE arrancam no nosso distrito, com a
primeira sessão ao ar livre que o Bloco promove no concelho de
Guimarães.
Antes de férias, vamos até Pevidém mostrar o nosso repúdio pelas políticas do governo dito socialista de Sócrates.
Na parte da tarde, Louçã convive e debate com os jovens do BE. Inscreve-te e participa!
18h30 - Encontro com jovens do BE em Oliveira S. Maria (Famalicão)
20h00 - Jantar aberto (inscrições até quinta-feira, para
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
ou 964168105)
21h30 - Comício/festa em Pevidém, na Praça Francisco Inácio.
Se necessitares de transporte comunica até sexta-feira.
Divulga aos teus contactos, e até breve!
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11-Jul-2008 |
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O deputado municipal do Bloco de Esquerda em Braga, João Delgado, participou num encontro da Comissão de Utentes da Linha Braga-Porto com os partidos com representação parlamentar.
A Comissão, que anunciou que se vai constituir legalmente como Associação Comboios do Século XXI, manifestou aos partidos a sua “ preocupação pelo estrangulamento da linha, nomeadamente na Trofa e entre Ermesinde e Contumil”, noticia o Diário do Minho. Os utentes recusam assim a ideia da CP e da Refer de que só para 2013 será possível acabar com o congestionamento na linha, e exigem que as obras devem avançar ao mesmo tempo nos dois pontos críticos.
Face à afirmação da deputada socialista Isabel Jorge de que há muito acompanhava o assunto e garantia o seu empenhamento pessoal junto do ministério, João Delgado interveio para alertar a Comissão de Utentes para que o consenso que se parecia estabelecer naquela reunião, em que ninguém se opôs às pretensões apresentadas, teria que se traduzir em medidas concretas, e para tal o Bloco de Esquerda exigiria do governo, através do seu grupo parlamentar, compromissos claros sobre as obras na linha Porto-Braga.
No final da reunião os membros da Comissão falaram à comunicação social, sendo as suas declarações reveladores da inutilidade dos pretensos consensos que não se traduzem em medidas de facto: “No entender dos utentes, as obras na Trofa e Ermesinde/ Contumil deveriam avançar ao mesmo tempo, até porque o problema já deveria ter sido resolvido há quatro anos. «Em 2004, falou-se da duplicação e electrificação da linha, mas não houve a duplicação na Trofa e devia ter-se percebido que era fundamental a quadruplicação entre Ermesinde e Porto com a renovação das várias linhas que ali desembocam»”
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