Share |

BE critica CMB por ausência de política cultural

 

A Concelhia de Braga do Bloco de Esquerda, em conferência de imprensa, realizada nesta terça-feira, criticou a Câmara Municipal de Braga pela “falta de estratégica para a cultura”, dizendo ser “incompreensível” a retirada de duas esculturas das ruas da cidade e a intenção de venda da fábrica Confiança.

 

António Lima afirmou que “o preço não pode ser o único factor” para a compra das duas obras de Aureliano Aguiar expostas há vários anos nas ruas da cidade de Braga. Para o deputado municipal, uma vez que “os cidadãos nunca se queixaram das estátuas”, “não se compreende esta decisão puramente administrativa”, pelo que pede esclarecimentos da Câmara Municipal sobre este assunto.

 

Alexandra Vieira também pretende que o executivo esclareça “qual a ideia de fruição da arte e cultura no espaço público”, acusando a Câmara de “desprezo pela cultura e património”, em contraste com outros municípios que pretendem afirmar-se no noroeste peninsular.

 

Os bloquistas referiram ainda outras questões que “relevam ausência de um plano concreto para arte no espaço público”, como a retirada do João Peculiar, “que ninguém sabe onde foi parar”, a manutenção da estátua do Cónego Melo, “apesar da mobilização social contra” e o Imperador colorido, “que não se conhece o custo”.

 

Para os deputados municipais, a venda da Fábrica Confiança é “contraditória” a uma “valorização patrimonial e histórica do município”, afirmando que “referenciação cultural do território potencia a valorização económica dos vários setores”.

 

Os bloquistas afirmam que foi a “mobilização pública” e o “empenho de todos” que garantiram a preservação do património industrial, criticando a “mudança de postura de Ricardo Rio”, que “enquanto vereador, propôs a compra do edifício e, agora, enquanto presidente, quer vender”. “Este último marco da industria da cidade, tão presente na memória dos bracarenses, não pode ser alienado sem motivo, tem de ficar ao serviço dos munícipes e associações”, referem, “é uma questão de escolhas no orçamento”, concluem.