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Coordenadora Concelhia quer Cinema S. Geraldo ao serviço dos bracarenses

Foto do Diário do Minho

A Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Braga, no seguimento das últimos desenvolvimentos associados ao projeto de reconversão do antigo Cinema S. Geraldo veio, através de comunicado, apelar à Arquidiocese de Braga a suspensão do processo no sentido de permitir um debate alargado em que seja possível encontrar uma solução que evite a perda de um equipamento cultural tão necessário à vida cultural da cidade.

A Arquidiocese é a proprietária do imóvel e que este título garante total responsabilidade na formulação e concretização de qualquer proposta de reconversão do cinema S. Geraldo. No entanto, de acordo com a concelhia do BE, “não se pode aceitar o papel do município, qual mero observador, que se coloca à margem de uma verdadeira discussão pública que possibilite, no limite, a aquisição do edifício”.

Neste sentido, o BE Braga desafia a Câmara Municipal de Braga, a “dar continuidade daquilo que tem sido veiculado nos documentos oficiais que norteiam o Programa Estratégico de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Braga, a investir numa discussão pública o mais alargada possível, onde técnicos, agentes culturais e todos os cidadãos possam contribuir para valorizar uma proposta global que vá de encontro às carências culturais da cidade”.

A Coordenado Concelhia não aceita que “a Câmara se dispense de promover este debate em prol de uma ideia de cidade que vai apregoando nos documentos oficiais ou em concursos mais ou menos pomposos mas que na realidade insiste em ignorar”. Foi assim com o vencedor do último concurso público de arquitetura promovido pelo município que laureou uma proposta que para a zona do Cinema S. Geraldo previa a criação de um "Quarteirão das Artes dedicado às artes performativas e de espetáculo". O BE Braga conclui, indicando “a excessiva aposta em happenings inconsequentes onde encenamos uma cidade a pensar mas cujas propostas não se traduzem num plano de ação concertado, é uma fórmula que nunca deu resultado e que só se justifica para ofuscar a falta de uma visão global estratégica do desenvolvimento da cidade”.