José Luís Araújo - São complicados os tempos que a velha Europa vive. Desde a criação da
moeda única, foi fácil ver que os principais critérios de estabilização
do Euro não iriam dar bom resultado, basta ver a quem interessa mais um
Euro forte nos mercados cambiais.
Mas o verdadeiro descalabro
começou a verificar-se há cerca de 5 anos atrás, quando os líderes
europeus delegaram todas as decisões da Europa em Merkel e Sarkozy e
estes passaram, descaradamente, a defender os interesses dos mercados e
dos grandes interesses financeiros internacionais em detrimento dos
legítimos direitos dos povos europeus.
Tendo as agências de
raiting como capatazes, rapidamente semearam uma austeridade devastadora
sobre países periféricos mais expostos à ganância dos mercados. Em
Portugal, Grécia, Irlanda, Itália e agora em Espanha trataram de
empobrecer as populações, destruir as economias e acabando por impor uma
nova espécie de escravatura. Pior, em Itália e na Grécia, atreveram-se a
substituir governos eleitos democraticamente por tecnocratas com
perigosas ligações aos interesses financeiros.
Mas não se pode governar eternamente contra o povo.
O Bloco de Esquerda de Famalicão manifestou, em conferencia de imprensa, a sua preocupação face ao Concurso Público aprovado pela Câmara e Assembleias Municipal para o fornecimento de refeições escolares para os estabelecimentos de ensino de educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico dos Agrupamentos de Escolas Bernardino Machado e Ribeirão e Centros Escolares de Antas, Louro e Luís de Camões, para o ano letivo 2012/2013, pois tais concursos não contemplam o Caderno de Encargos e o Programa de Procedimentos, tal como exige a lei.
Na Assembleia Municipal que deu parecer favorável ao concurso o BE questionou a Câmara Municipal sobre a falta destes elementos. O vice-presidente Paulo Cunha respondeu que esses dados haviam sido discutidos em reunião de Câmara, que poderiam ser consultados na respetiva ata e que entendia que não ser necessário serem levados à Assembleia Municipal. Acontece que, consultada a ata, verifica-se que tais documentos que obrigatoriamente tem que acompanhar o concurso publico não foram discutidos nem votadas na reunião da Câmara que aprovou o referido concurso.
O
Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a existência de salários
em atraso no Hospital Privado
de Guimarães (HPG). Na sequência desta denúncia, houve uma nova
inspeção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) que constatou
que os pagamentos tinham acabado de ser regularizados.
O
HPG tem vindo a ser useiro e vezeiro no não pagamento a tempo e horas
de salários, subsídios e horas
extraordinárias. Estas práticas, noticiadas também pela comunicação
social, levaram o Bloco de Esquerda a questionar o Ministério da
Economia e do Emprego sobre esta situação.
A
pergunta do BE endereçado ao Governo em março originou uma nova
inspeção da ACT a este hospital que
permitiu concluir que a entidade empregadora tinha acabado de pagar os
salários de fevereiro no dia 26 de Março e os salários de março a 5 de
abril.
A ACT refere não existirem neste momento salários em atraso mas afirma que continuará “a acompanhar
a situação da empresa em apreço”.
O Bloco de Esquerda congratula-se com a resolução desta situação e comprometemo-nos a continuar a acompanha-la
atentamente, garantindo que os direitos das/os trabalhadoras/es são assegurados!
Comissão Concelhia do BE Barcelos vem por este meio manifestar total
discordância com a anunciada tourada a realizar em Barcelos, agendada
para o dia 6 de Maio. Em qualquer espetáculo tauromáquico impera a
crueldade contra animais indefesos a coberto de uma tradição arcaica e
bárbara. Só pode permanecer como tradição o que engrandece a humanidade e
não os costumes aberrantes que a degradam e a embrutecem.
Neste caso em concreto acrescem duas condições, também muito
negativos: Barcelos não tem qualquer tradição nestas lides e a indústria
do setor, vendo-se em declínio, tenta captar novos públicos com praças
itinerantes sem garantia de segurança. Por outro lado, e como estratégia
de marketing, esta desprezável indústria recorre a instituições
humanitárias e de beneficência para mais facilmente alcançar os intentos
– puramente comerciais.
A Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda vem por este
meio anunciar o cancelamento das suas actividades públicas, em
particular do comício que estava agendado para esta sexta-feira, em Riba
d' Ave, no âmbito das Jornadas Contra o Governo da Troika, na sequência
do falecimento do nosso camarada Miguel Portas.
A sua morte súbita, apesar do cancro detectado há dois
anos, apanhou desprevenidos todos os camaradas e amigos que ainda
recentemente o tinham ouvido, em Braga, a desmontar de forma brilhante,
os contornos da crise financeira do nosso país e a explicar quem nos
conduziu até aqui.
Poucos dias antes da sua morte agendava, com o mesmo entusiasmo de
sempre, uma ida a Guimarães para falar da Europa e queria cumprir a
promessa de voltar à Escola Secundária das Taipas, onde esteve o mês
passado.
A sua morte foi ontem à noite evocada, por Manuel Sarmento, durante
a vigília comemorativa do 25 de Abril, que decorreu na Avenida Central
em Braga.
Recordando que "o 24 de Abril foi sempre um dia mau para a
democracia" o professor universitário evocou a morte de Miguel Portas
como "uma grande perda", e lembrou que o eurodeputado do Bloco "lutou
até ao último dia por uma Europa verdadeiramente solidária, independente
do poder financeiro e capaz de promover o desenvolvimento e a
solidariedade entre todos os povos".
A Coordenadora Distrital do Bloco de Braga, estará presente nas
cerimónias fúnebres e evocativas do fundador do BE que decorrerão sábado
e domingo em Lisboa.
Diário do Minho - O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) acaba de fazer subir à Assembleia da República a alteração de horários nas duas Unidades de Saúde Familiar (USF) que servem a população do concelho de Vizela. A tomada de posição ganhou forma num requerimento endereçado ao Ministério da Saúde e em que os eleitos bloquistas se insurgem contra decisões que foram tomadas nas “costas” da população.
«Por que motivo foram alterados os horários de funcionamento das USF Psysis e Novos Rumos?», é uma das questões que o BE dirige ao ministro Paulo Macedo, depois de questionar se o Governo tem conhecimento das alterações de funcionamento nas duas unidades de saúde pública.
Pelo novo regulamento de fardamento e regras de conduta do Hospital de
Braga, gerido pelo grupo Mello, os trabalhadores do hospital estão
proibidos de mastigar pastilha elástica, de usar óculos de sol na cabeça
ou pendurados na farda ou de terem cores de cabelo extravagantes, entre
muitas outras proibições.
O Bloco de Esquerda questiona o governo,
considerando que o regulamento é de “legalidade duvidosa” e conflitua
“com a liberdade individual”.
O Bloca de Esquerda, através do deputado João Semado, volta a questionar o Governo sobre problemas no Hospital Privado de Guimarães. Desta vez a questão tem haver com atrasos no pagamento de salários e horas extraordinárias.
PEDRO SOARES CRITICA O ATRASO NOS APOIOS AOS REGADIOS TRADICIONAIS
A reposição imediata da eletricidade verde e abertura de concurso
para apoiar a renovação os regadios tradicionais são as duas medidas que
o Bloco e Esquerda quer ver aplicadas de imediato pelo Ministério
da Agricultura.
A reivindicação foi feita por Pedro Soares, ex-presidente da
Comissão Parlamentar de Agricultura, durante uma visita que realizou à
Feira Internacional de Agricultura Pecuária e Alimentação, que abriu ao
público ontem, em Braga.
Aquele dirigente do BE lembrou que a reposção da eletricidade
verde, tal como o gasóleo, "é fundamental, em particular para esta
Região, onde se produz muito milho de regadio".
Pedro
Soares diz não compreender "o que é que é que o MInistério da
Agricultura está à espera para abrir os concursos, no âmbito do PRODER,
para apoiar os regadios tradicionais, pois existem apoios comunitários
previstos que não estão a ser utilizados, e os agricultores já se
organizaram, já fizeram os projetos e continuam à espera".
Para Pedro Soares este impasse confirma a "insensibilidade deste
ministério para apoiar a agricultura familiar que, para além da sua
importância económica tem também uma grande importância social".
Sobre o certame, que já vai na sua 45ª edição, o ex-deputado
bracarense saudou o papel da AGRO na "visibilidade" que dá ao sector.
"Precisamos de uma feira que afirme a relevância económica e social da
agricultura e o peso que ela tem na nossa balança comercial".